De Florença para Siena – Os Imprevistos
No dia seguinte tínhamos um trem marcado para Siena, logo pela manhã, então saímos cedo, para envitar imprevistos, mesmo assim não demos sorte. Foi o começo de um dia bastante difícil, mas que no final compensou.
Ao chegarmos na estação fomos informados que estava tendo uma greve e que não teria trem aquele dia, depois de pedir informação para um monte de gente, pois ninguém sabia o que fazer, descobrimos uma estação de ônibus ali perto.
Fomos até lá e lógico a rodoviária estava lotada. Compramos o ingresso ao meio dia, e apesar de ter vários ônibus antes, o vendedor de bilhetes frisou bem que era para pegarmos o ônibus das 3:40, aí que fomos descobrir que com o bilhete pode pegar qualquer ônibus, mas como estava muito cheio ele pediu para a gente esperar até aquele horário. Constatamos mais uma vez a falta de educação dos italianos, pois poucos esperavam o horário, e muitos que chegaram depois da gente pegaram o ônibus antes. Mesmo quando deu o nosso horário quase não conseguimos pegar devido aos fura filas.
Na fila do ônibus conhecemos uma senhora muito simpática que morava em Florença e estava indo visitar Siena, ela nos disse que já tinha visitado o Brasil.
Quanto liberaram a fila para entrar no ônibus foi um empurra só, e quase que a senhora não consegue entrar. Ou seja os italianos além de não respeitar fila, também não respeitam os mais velhos.
Chegando em Siena vimos uma placa com o nome de nosso hotel, o Athena, resolvemos descer do ônibus imaginando que o hotel estava próximo, mas estávamos bastante enganados, fomos andando com as malas, seguindo a placa.
Depois de muito andar resolvemos perguntar para uma moça na rua onde ficava o hotel, ela não falava inglês, mas pela cara dela deu para entender que era longe.
Andamos mais um pouco, e decidimos gastar o resto da bateria do celular ligando para o hotel, pegamos o número do hotel na internet, ligamos para o hotel e pedimos para que eles enviassem um taxi, o que também foi bem complicado pois não sabíamos onde exatamente estavamos, a gente informou mais ou menos, mas a recepcionista do hotel disse que desta forma não tinha como ela pedir um táxi.
Como desgraça pouca é bobagem, além de acabar a bateria do celular, começou a chover.
É nessas horas que o anjos dos turistas perdidos entram em ação, quando estávamos molhados com as malas na chuva, passa um táxi e nos leva até o Athena Hotel.
A nossa previsão de chegada lá era pela manhã, mas devido a todos os imprevistos chegamos no final da tarde, e íamos embora de madrugada.

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